terça-feira, 24 de abril de 2012

Sant Jordi

Ontem recebi três magnificas gotas de sangue de dragão.. Estão no jarro de vidro azul que me foi ofertado pelas mais queridas, Nelia e Carla quando completei quarenta anos, enquadradas pela janela da varanda da sala, contrastando contra uma ponta do cortinado bege e o fundo verde das montanhas...Ontem foi dia de Sant Jordi, S. Jorge em língua catalã e também do Livro, já que se celebra a morte de dois grandes, Cervantes e Shakespeare... Pelas ruas cheias em pleno entardecer, as pessoas acotovelaram-se para cumprir a tradição: "Uma rosa vermelha em troca de um livro"... E o meu menino Pedro, em meio a 75 colegas que com ele competiam, ganhou o primeiro prémio com o poema "Time"...Proud mom I'm

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Palau de la Musica Catalana

A Beatriz veio-me visitar e por isso andei a deambular com ela por sítios vários... Alguns já conhecia e outros tinha a intenção... Fomos a Montserrat, à cova de Santo Inácio, à Catedral de Barcelona, à Igreja de Nossa Senhora do Mar (é bonita, toda em redondo com uma acústica que a torna muito única no género por estas bandas..), à Fundação do Tapiès (que local tao moderno, paredes brancas e pessoas que pelas salas vazias debitavam conceitos muito abstractos, outros que jaziam no escuro, estendidos no chão, provocando arrepios... Gostei da biblioteca..) e finalmente, ao Palácio da Música, obra absolutamente fenomenal do arquitecto Montaner, contemporâneo de Gaudi. Apesar de me sentir sempre fascinada face a este último, desta vez achei que perdia em comparação! Um edifício que cresceu no escuro e no entanto, pensado exatamente para captar toda a influencia da luz maravilhosa do sol, uma floresta encantada no meio dos edifícios sombrios do Bairrio Gótico...Em três anos apenas, três, na era em que o Homem dava ainda passinhos titubeantes no reino da combinação do aço e do vidro.. Que visão incrível, conseguir delinear toda uma arquitectura e decoração em pormenor..- porque foi desta forma que se fez tão ligeira...Ao mesmo tempo que o templo crescia, em redor, artesãos talhavam com sabedoria as estatuas vivas, sopravam os vidros, torciam os ferros e pintavam os azulejos... Depois, tal e qual um gigantesco puzzle, montaram tudo, permitindo deste modo à burguesia muito sofisticada da antiga Barcelona, o assistir não de soireès musicadas (porque os anarquistas retemperavam as forças e assumiam os projectos pelo entardecer), mas antes matineès inesquecíveis pelos sons e sensações...

Trouxe o programa comigo...