quinta-feira, 14 de junho de 2012

Santo António

Adoro o Santo António e tenho uma fé inabalável nele desde que, em Agosto de 2006, em plenas Cataratas do Iguaçu, no desespero de um Pedro pequenino sem oito anos sequer e separado por um mar imenso de tudo quanto lhe era conhecido até então, sentado no sofá descaracterizado de um hotel qualquer, olhava com desespero e lagrimas incontidas o Power Ranger acabado de comprar a quem faltava uma pecinha minúscula mas que fazia mexer o boneco...Kms de corredores atapetados de alcatifa manhosa furta-cores estendiam-se à nossa frente..."Impossível"... as palavras apenas reforçavam o desgosto... Foi então que juntos, (Francisco, um nico de gente), pedimos com força e convicção a ajuda do Santo...Culminou o final no sorriso feliz do meu petiz e assim nasceu uma devoção que termina invariavelmente em pedincha... Santo António já nos deve conhecer de ginjeira, mas verdade seja dita, com alguma frequência costumamos acender-lhe velas nos altares (e é muito internacional, por todo o lado e países o encontramos, algumas vezes referenciado como sendo de Pádua, quando todos sabemos que é bem alfacinha...), debaixo do olhar meio trocista meio "já nem sei se será verdade" do Luis (porquê a ainda falta de convicção perante tantas provas provadas?)... Em Lisboa nesta altura comem-se sardinhas e cheiram-se os manjericos...

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